O uso combinado de normas nos relatórios de sustentabilidade
- Vitor Balan

- há 4 dias
- 2 min de leitura

Em junho, a GRI publicou o estudo The State of Sustainability Reporting: Global Trends in the GRI Standards 2025, que avaliou mais de 14 mil empresas de capital aberto com receita anual superior a US$ 250 milhões, distribuídas por 132 países e regiões com regras e mercados próprios. Desse universo, 87% divulgaram informações ou relatórios de sustentabilidade em 2025, sinal de que essa prática já faz parte da rotina das grandes organizações.
GRI segue como a referência mais utilizada
As Normas GRI permanecem na liderança. Elas foram mencionadas por 40% das empresas pesquisadas, responsáveis por 62% do valor de mercado global. Isso significa que duas em cada cinco grandes organizações de capital aberto utilizam GRI para comunicar seus impactos.
O Brasil figura entre os países onde essas normas são mais utilizadas, ficando atrás apenas do Singapura, da Colômbia, Argentina e de Taiwan (China) – que lidera o ranking.
Novas normas não substituíram a GRI
Outro resultado que chama a atenção é a convivência da GRI com os padrões mais recentes. Entre as organizações que utilizam as normas europeias de sustentabilidade, conhecidas pela sigla ESRS, 70% também mencionam a GRI. No grupo que adota as normas IFRS S1 e S2, esse percentual chega a 80%.
Na prática, as empresas combinam diferentes referências para atender a necessidades distintas, sem que exista uma disputa na qual a adoção de um padrão resulte no abandono de outro. As normas europeias e as IFRS S1 e S2, por exemplo, priorizam informações de sustentabilidade capazes de afetar o desempenho financeiro e as perspectivas da organização. A GRI, por sua vez, ajuda a mostrar os impactos que ela provoca ou pode provocar na economia, no meio ambiente e nas pessoas. São abordagens complementares.
O desafio é combinar sem complicar
A definição dos padrões deve considerar o setor, a estratégia, os impactos, os públicos do relatório e as regras dos mercados em que cada organização atua. Não existe uma única resposta para todas as empresas. Escolhidas as referências, o desafio é combiná-las com coerência, sem apresentar a mesma informação em diferentes capítulos e publicações nem transformar uma publicação em uma sopa de letrinhas compreendida apenas por especialistas.
É necessário organizar os requisitos, identificar as conexões entre eles e construir uma narrativa clara.
Na Ravi, apoiamos empresas na escolha e na aplicação dos padrões adequados à sua realidade. Também comunicamos requisitos técnicos em linguagem simples e construímos narrativas estratégicas com rigor técnico, da coleta dos indicadores à diagramação de relatórios que atendem aos requisitos de mercado sem deixar de ser acessíveis para quem precisa utilizar os dados.
Um relatório baseado em padrões reconhecidos não vale pela quantidade de siglas que reúne, mas pela capacidade de transformar os dados em um material que promove transparência, permite comparabilidade e possibilita melhores decisões.





